Queridos irmãos segue mais uma
resenha que nos convida a pensar no papel do ministro do evangelho. Que esta
leitura vos seja útil e que o Senhor vos abençoe e ilumine os olhos do coração.
Resenha Crítica
PETERSON, Eugene H. A Vocação Espiritual do Pastor: redescobrindo o chamado
ministerial. São Paulo: Mundo Cristão, 2006. Comprando a passagem para Tarsis,
pp 21-40. Nascido
em 1932, no estado de Washington (EUA), ainda jovem mudou-se com a família para
Montana, onde foi criado. Casou-se com Janice Stubbs, com quem teve três
filhos: Karen, Eric e Leif. Graduou-se pelo Seminário Teológico de Nova York e
pela Universidade John Hopkins. Em 1962, fundou a Igreja Presbiteriana Cristo
Nosso Rei, em Maryland. Em
janeiro de 1993, tornou-se docente em Teologia Espiritual no prestigiadíssimo
Regent College, no Canadá, onde atualmente é professor emérito.
Conforme o comentário de Ricardo Agreste
em seu ensaio no site Monergismo, intitulado de “Ser pastor hoje: Reflexões
sobre o pensamento de
Eugene H. Peterson acerca da vocação pastoral”, o autor ressalta a dinâmica da tensão vivida pelo pastor no seu cotidiano entre conduzir a administração da igreja e executar a tarefa segundo Agreste esquecida: curar almas.
Eugene H. Peterson acerca da vocação pastoral”, o autor ressalta a dinâmica da tensão vivida pelo pastor no seu cotidiano entre conduzir a administração da igreja e executar a tarefa segundo Agreste esquecida: curar almas.
Neste sentido a figura do pároco se
confunde com a de um líder motivacional ou gerente eclesiástico (até porque as
pessoas esperam que eles façam isso). A máquina administrativa torna-se o seu
alvo e a gestão o “meio de graça” entre a comunidade e “deus”. Em ultima
análise o sacerdote acaba que conduzindo o povo a uma espécie de idolatria de
processos e resultados, enquanto alguns vão morrendo-esfriando lado a lado. Uma
vez indagado sobre seu papel como pastor Peterson respondeu: “... o meu
trabalho não é resolver os problemas das pessoas, ou torna-las felizes, mas
ajuda-las a enxergar a graça de Deus operando em suas vidas”.
O texto tem como objetivo a
desconstrução de mitos e o resgate da essência do chamado pastoral. Nesta
empreitada o autor se depara com questões que circunscreve o labor espiritual e
porque não dizer a sua própria espiritualidade. O problema pode ser inferido na
seguinte questão: como ser um pastor e cumprir cabalmente o ministério o qual
foi chamado sem tropeçar nos vazios existenciais entre a fé pessoal e a vocação
eclesiástica. Sendo a última o epicentro de Peterson no que tange o aspecto da
santidade. Para o teólogo santidade vocacional contrasta com a idolatria da
carreira.
No livro a vocação espiritual do Pastor,
o autor analisa a liderança pastoral dos nossos dias usando como contexto
histórico e metafórico a vida vocacional de Jonas. A dificuldade de entender a
direção que Deus lhe dava ao seu ministério; sua desobediência em caminhar na
direção a qual o Espirito lhe ordenava; e finalmente, a rivalidade com aqueles
que eram objeto da graça de Deus e ironicamente alvos da ira do profeta. Em
síntese o homem vocacionado por Deus atende ao seu chamado e caminha na direção
que o soberano aponta. Não estabelece juízo e nem escolhe publico, tarefa e nem
lugar. Só atende a voz que chama para proclamar as verdades da Graça de Deus.
Esse é um recado relevante para todos aqueles que aspiram ao sagrado
ministério.
Abraços.
Mário.